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The Handmaid’s Tale - 1ª temporada

By Unknown - agosto 09, 2017


G-E-N-T-E! Essa série é um soco no estômago.



A série é baseada no livro The Handmaid’s Tale, de Margaret Atwood e produzida pelo serviço de streming Hulu (em breve estará disponível no Netflix).
O enredo distópico gira em torno da história de Offred, interpretada por Elisabeth Moss (Peggy de Mad Men), que vive as mudanças bruscas da sociedade dos Estados Unidos ao se tornar República de Gilead, após um golpe orquestrado pelos Comandantes, que torna o estado teocrático. As mulheres são obrigadas a deixarem seus empregos, são proibidas de ler e privadas de inúmeros direitos. Em um mundo em que ser fértil é algo valioso, pois a poluição e problemas climáticos impediam que muitas mulheres e homens pudessem ter filhos,  o gênero feminino passa a ter somente uma função: procriar. As mulheres passaram a usar uniformes: as aias eram fadadas a usarem capas vermelhas compridas e chapéus brancos e as mulheres dos Comandantes  usavam vestidos verdes. Para as aias não havia direito de se arrumar, os cabelos deveriam sempre estar contidos em coques cobertos pelos grandes chapéus. As aias não tinham direito de olhar diretamente para seus Comandantes e nem deveriam manter a cabeça muito elevada, eram instruídas pelas Tias (mulheres mais velhas que as treinavam) a demonstrarem a submissão até por seus gestos corporais. As aias não eram mais chamadas por seus nomes, mas sim nomes criados para designar o Comandante que serviam, como Offred (de Fred), que na realidade se chama June Osborne.
As mulheres férteis eram arrancadas de suas famílias e eram obrigadas a irem para centros em que lhes ensinavam a serem aias. Obviamente, que tudo isso era feito por meios violentos, agressões físicas e verbais. Aquelas que não obedecessem suas Tias  e que não aceitassem se submeter às ordens ditatoriais eram castigadas: tinham um olho arrancado. Ou eram mandadas para as temidas Colônias.
As aias iam do centro para a casa de Comandantes, lugar no qual deveriam participar da Cerimônia, ritual baseado em uma passagem bíblica, no qual a aia, em seu período fértil, deveria deitar-se no colo da mulher do comandante e manter relações sexuais com o homem. Se engravidasse, ficaria na residência da família até que a criança concebida fosse desmamada e após isso partiria para outra casa.

 Além disso, as aias eram vigiadas o tempo inteiro, uma vez que existiam espiões denominados Olhos, que estavam infiltrados em todos os lugares. Sem nenhum resquício de liberdade, as aias apenas poderiam ir às compras ou aos recrutamentos, mas sempre em pares, para que uma vigiasse a outra.

Ser lésbica era visto como uma atrocidade, como mostra a história da personagem Ofglen (interpretada por Alexis Bledel), que após ser entregue por um Olho, sofre mutilação genital e presencia sua esposa ser morta.
A série é narrada por Offred e por isso contempla mais a história da personagem, que discorre em flashbacks sobre sua vida antes de Gilead, desde quando conheceu Luke, seu esposo, e de quando se descobriu grávida, perpassando por cenas de sua amizade com Moira e contando sobre como tentou, fracassadamente, fugir com seu marido e filha daquele sistema iníquo para qualquer mulher.  O enredo é envolvente e faz com que a cada cena de violência tanto física quanto psicológica sintamos certa repulsa. Minha vontade era de abraçar Offred e dizer: seja forte, miga!, mesmo ela sendo uma personagem de uma série. A distopia é tão bem contada, que parece ser tão possível algo como aquilo acontecer, que me deixou até alarmada.
A fotografia da série é sensacional, com tons mais escuros, que nos fazem compreender o mal estar dos personagens e enquadramentos que nos fazem sentir como os personagens vivenciam aqueles momentos. A trilha sonora ao final de cada episódio também é algo bacana, mesmo que pareça destoar um tantinho da série.
Enfim, recomendo fortemente!




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