03:30 da manhã.
Insônia.
Suor nas mãos.
Calafrios.
Três dias sem o antidepressivo. Um dia ok, dois dias tentando ficar ok.
Me sinto como se estivesse ao mesmo tempo bêbada e com febre.
Tento não pensar em muitas coisas. Tento acalmar minhas angústias.
Meu peito pesa.
Os músculos das minhas pernas parecem que vão se romper a qualquer momento (não sei se devido aos exercícios físicos ou se consequência da tensão que perpassa cada célula do meu corpo).
Penso em sair amanhã pra passear. Mas me lembro que não tenho o total controle sobre mim.
Tenho 21 anos e ainda não sei lidar comigo mesma. Principalmente com o meu lado psicológico. Desde os 13 anos travo uma batalha interna todos os dias. Não sei o que desencadeou a Síndrome do Pânico. Não acredito que tenha sido a separação dos meus pais e nem a mudança de escola. Acho que na verdade eu já nasci ansiosa e de repente a doença explodiu.
De uma hora pra outra, eu tinha um medo gigantesco de morrer concomitante com a vontade de dar um fim para tudo isso. Eu tinha medo de ter qualquer doença, de sair na rua e passar mal, de ser atropelada, de ter que lidar com aglomerações de pessoas. De repente, parei de sair de casa. Só ia para escola porque meu primo estudava na mesma instituição e íamos juntos todas as manhãs.
Eu tentava disfarçar. E disfarcei bem por quase 3 anos. Não contava para ninguém o que eu sentia. Achava que era bobagem e que uma hora iria passar. E eu também não queria preocupar minha mãe, que na época já estava cheia de problemas.
Me lembro até hoje o dia em que eu não consegui mais carregar esse fardo. Eu e minha avó conversávamos em nosso quarto de noite e eu simplesmente despejei nela todo o meu sofrimento.
Depois disso, vieram as consultas: psiquiatra e psicóloga. Durante 6 meses. Melhorei consideravelmente, acho que sobretudo pela minha vontade de cursar Produção Editorial em outra cidade.
Estava tudo se ajeitando. Faculdade que eu sonhava cursar. Mudança de cidade. Sem mais ataques. Sem mais fobias. Parei o tratamento. E pãm, um ano depois mais uma crise. Daí comecei um ciclo vicioso: uma crise, tratamento, parar com os remédios. E uma crise de novo.
Essa última foi mais forte. Eu realmente me vi desesperada em uma cidade grande em que não conheço ninguém, chorando e sendo ignorada por dezenas de olhares. Resultado: mais ou menos três semanas sem querer sair de casa, a faculdade de Pedagogia trancada e o recomeço iminente do tratamento. Desde abril tomo medicação, mas em relação ao psicólogo não me sinto à vontade para falar sobre o assunto, prefiro escrever e compartilhar minhas loucuras com a minha melhor amiga (que por maldade do destino também passa pela a mesma situação).
Há quatro dias, tentei comprar meu remédio na farmácia, mas o médico havia esquecido de usar a receita para medicamentos controlados. Nenhuma farmácia aceitou a porcaria da receita. Acabei sem o remédio.
Consulta com o psiquiatra pelo convênio de saúde só terça-feira.
São só dois dias. Você não precisa desse remédio – eles dizem. São só dois longos dias, um punhado de medos e uma angústia que quer me engolir a todo instante.
*crônica escrita em novembro de 2016
G-E-N-T-E! Essa série é um soco no estômago.
O enredo distópico gira em torno da história de Offred, interpretada por Elisabeth Moss (Peggy de Mad Men), que vive as mudanças bruscas da sociedade dos Estados Unidos ao se tornar República de Gilead, após um golpe orquestrado pelos Comandantes, que torna o estado teocrático. As mulheres são obrigadas a deixarem seus empregos, são proibidas de ler e privadas de inúmeros direitos. Em um mundo em que ser fértil é algo valioso, pois a poluição e problemas climáticos impediam que muitas mulheres e homens pudessem ter filhos, o gênero feminino passa a ter somente uma função: procriar. As mulheres passaram a usar uniformes: as aias eram fadadas a usarem capas vermelhas compridas e chapéus brancos e as mulheres dos Comandantes usavam vestidos verdes. Para as aias não havia direito de se arrumar, os cabelos deveriam sempre estar contidos em coques cobertos pelos grandes chapéus. As aias não tinham direito de olhar diretamente para seus Comandantes e nem deveriam manter a cabeça muito elevada, eram instruídas pelas Tias (mulheres mais velhas que as treinavam) a demonstrarem a submissão até por seus gestos corporais. As aias não eram mais chamadas por seus nomes, mas sim nomes criados para designar o Comandante que serviam, como Offred (de Fred), que na realidade se chama June Osborne.
As mulheres férteis eram arrancadas de suas famílias e eram obrigadas a irem para centros em que lhes ensinavam a serem aias. Obviamente, que tudo isso era feito por meios violentos, agressões físicas e verbais. Aquelas que não obedecessem suas Tias e que não aceitassem se submeter às ordens ditatoriais eram castigadas: tinham um olho arrancado. Ou eram mandadas para as temidas Colônias.
Além disso, as aias eram vigiadas o tempo inteiro, uma vez que existiam espiões denominados Olhos, que estavam infiltrados em todos os lugares. Sem nenhum resquício de liberdade, as aias apenas poderiam ir às compras ou aos recrutamentos, mas sempre em pares, para que uma vigiasse a outra.
Ser lésbica era visto como uma atrocidade, como mostra a história da personagem Ofglen (interpretada por Alexis Bledel), que após ser entregue por um Olho, sofre mutilação genital e presencia sua esposa ser morta.
A série é narrada por Offred e por isso contempla mais a história da personagem, que discorre em flashbacks sobre sua vida antes de Gilead, desde quando conheceu Luke, seu esposo, e de quando se descobriu grávida, perpassando por cenas de sua amizade com Moira e contando sobre como tentou, fracassadamente, fugir com seu marido e filha daquele sistema iníquo para qualquer mulher. O enredo é envolvente e faz com que a cada cena de violência tanto física quanto psicológica sintamos certa repulsa. Minha vontade era de abraçar Offred e dizer: seja forte, miga!, mesmo ela sendo uma personagem de uma série. A distopia é tão bem contada, que parece ser tão possível algo como aquilo acontecer, que me deixou até alarmada.
A fotografia da série é sensacional, com tons mais escuros, que nos fazem compreender o mal estar dos personagens e enquadramentos que nos fazem sentir como os personagens vivenciam aqueles momentos. A trilha sonora ao final de cada episódio também é algo bacana, mesmo que pareça destoar um tantinho da série.
Enfim, recomendo fortemente!
Em novembro fiz algumas compras no AliExpress, mas até agora só
pingaram esses dois produtos aqui em casa: uma bolsa e um kit de
pincéis.
No dia 11 de novembro, me apaixonei pela bolsinha de orelhinhas de gato e acabei encomendando.
Fiquei agoniada porque não chegava nunca. Todos os dias eu conferia a caixinha do correio e nadica dela. Até que dia 20 de janeiro ela enfim apareceu.
Paguei 6,78 dólares nesse vendedor aqui.
Posso dizer que foi uma boa compra… a bolsa tem um bom acabamento, a alça é regulável e o tamanho dela é razoável (cabe o celular e mais uns badulaques).


Comprei os pincéis no mesmo dia em que comprei a bolsa, mas eles chegaram bem antes, no final de dezembro.
Paguei 6 dólares (mais ou menos 20 reais), o que eu considero um valor bem ok por 5 pincéis de excelente qualidade. As cerdas são fofinhas e não ficam caindo. Em relação a cor, achei bem fiel ao anúncio…Inclusive essa cor é a cara da riqueza, né? Me sinto phyna aplicando base.
O link do vendedor que comprei os pincéis infelizmente está desativado, mas é possível encontrar outros vendedores que fornecem o mesmo kit e com valor parecido.
Bom.. curti minhas encomendas e estou no aguardo das próximas coisas que estão para chegar.
No dia 11 de novembro, me apaixonei pela bolsinha de orelhinhas de gato e acabei encomendando.
Fiquei agoniada porque não chegava nunca. Todos os dias eu conferia a caixinha do correio e nadica dela. Até que dia 20 de janeiro ela enfim apareceu.
Paguei 6,78 dólares nesse vendedor aqui.
Posso dizer que foi uma boa compra… a bolsa tem um bom acabamento, a alça é regulável e o tamanho dela é razoável (cabe o celular e mais uns badulaques).


Comprei os pincéis no mesmo dia em que comprei a bolsa, mas eles chegaram bem antes, no final de dezembro.
Paguei 6 dólares (mais ou menos 20 reais), o que eu considero um valor bem ok por 5 pincéis de excelente qualidade. As cerdas são fofinhas e não ficam caindo. Em relação a cor, achei bem fiel ao anúncio…Inclusive essa cor é a cara da riqueza, né? Me sinto phyna aplicando base.
O link do vendedor que comprei os pincéis infelizmente está desativado, mas é possível encontrar outros vendedores que fornecem o mesmo kit e com valor parecido.
Bom.. curti minhas encomendas e estou no aguardo das próximas coisas que estão para chegar.

Sou definitivamente uma pessoa emocional. Me deixo afetar pelos sentimentos ou até mesmo pela falta deles.
Sinto tudo desproporcionalmente e sou guiada 99% das vezes pelo coração. Tento ser racional, mas parece que meu sistema nervoso pulsa no peito.
(Se estivéssemos em 2007 eu diria que esse texto é muito emo, mas, por favor, continue lendo)
Tenho uma inimiga e luto contra ela desde a adolescência: a maldita ansiedade.
Fico ansiosa por qualquer mínimo detalhe ou qualquer coisa fora do meu padrão de rotina. Fico ansiosa só de ter de telefonar para alguém desconhecido, de ter que pagar algumas contas ou de ter que apresentar algo em público. Para mim, qualquer coisinha nova é um grande evento.
Para descarregar essa ansiedade ou essa angustia que me atormenta utilizo dois caminhos: o da comida e o das compras. Como e compro compulsivamente.
Em relação ao ato de comer: como para comemorar, como por estar triste, como por estar angustiada. Como para preencher um vazio que há em mim. Como se a comida fosse a solução: como. Até passar mal.
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| Tiny Buddha |
Ultimamente, tenho policiado minha alimentação, porque estou com alguns problemas de saúde. Então, não podendo comer, acabei arranjando outra compulsão. Compro. Compro porque preciso, compro o que eu não preciso, compro com dinheiro, compro com cartão de crédito, compro no carnê. E esqueço que não tenho emprego, nem dinheiro suficiente. Compro e quando chego em casa e largo as sacolas no chão, sinto um aperto no peito e me dou conta das burradas. Já estou cheia de dívidas, mas parece que enquanto eu estou na loja eu preciso experimentar e me apaixonar por algo. Chego em casa e me dou conta da realidade e da fatura do cartão que soma mais de dois mil reais.
Procuro na comida e nas compras um alento. Todos me falam “ah, você tem tudo para ser feliz!”. Mas não sou. Não por inteiro. Sempre em um pedacinho de mim que não me deixa alcançar a tal felicidade. Parece auto sabotagem, mas eu tento reverter a situação todos os dias, eu juro.
Enquanto ainda olhávamos o quadro com a promoção do dia, naquela
indecisão de não saber ainda o que almoçar às 15 horas da tarde, fomos
atendidos por uma moça carismática, que nos convidou para conhecer o
estabelecimento e dar uma olhadinha no cardápio. Nós aceitamos e
decidimos fazer nossa refeição lá.

A casa oferece diversas opções de alimentação: hambúrgueres, sanduíches, saladas e pratos diferenciados.
Eu pedi um bocadilho B1 de frango e o Kauê pediu o Home Burguer que vinha acompanhado de batatas rústicas. Para beber, eu optei por um suco natural de abacaxi com hortelã, já o Kauê preferiu um guaraná.

O bocadilho B1 é um wrap com cream cheese, frango, alface e tomate. A massa do wrap estava no ponto, sem estar molenga e tampouco dura demais. O tempero do alimento foi algo que me chamou muito a atenção, porque ele modificou algo que era pra ser muito simples, assim transformando o wrap (que é naturalmente sem gracinha) em algo diferenciado e saboroso.
O suco estava geladinho e era perceptível que foi produzido na hora. Não era doce demais e tinha o gostinho predominante da hortelã.

Logo ao pedir o hambúrguer, a atendente perguntou para o Kauê como ele gostaria que a carne estivesse, bem passada, no ponto ou mal passada. Achamos diferente, porque normalmente em outros lugares o cliente tem que pedir o modo como quer a carne e se não pede, vem do jeito que o cozinheiro achar melhor.
O hambúrguer estava bem passado, como o Kauê solicitou, e também estava suculento (talvez por causa dos tomates assados). As batatas rústicas estavam boas e com tempero na medida certa, mas poderiam ser um pouquinho mais crocantes.
O lugar é muito aconchegante: as luzes amarelas, a decoração rústica, o atendimento agradável e música ambiente no volume adequado. E claro, a comida maravilhosa!


Apesar de ser um pouco carinho, há diversas opções mais em conta. Adoramos o ambiente e pretendemos voltar lá para tomarmos um cafezinho.

A casa oferece diversas opções de alimentação: hambúrgueres, sanduíches, saladas e pratos diferenciados.
Eu pedi um bocadilho B1 de frango e o Kauê pediu o Home Burguer que vinha acompanhado de batatas rústicas. Para beber, eu optei por um suco natural de abacaxi com hortelã, já o Kauê preferiu um guaraná.

O bocadilho B1 é um wrap com cream cheese, frango, alface e tomate. A massa do wrap estava no ponto, sem estar molenga e tampouco dura demais. O tempero do alimento foi algo que me chamou muito a atenção, porque ele modificou algo que era pra ser muito simples, assim transformando o wrap (que é naturalmente sem gracinha) em algo diferenciado e saboroso.
O suco estava geladinho e era perceptível que foi produzido na hora. Não era doce demais e tinha o gostinho predominante da hortelã.

Logo ao pedir o hambúrguer, a atendente perguntou para o Kauê como ele gostaria que a carne estivesse, bem passada, no ponto ou mal passada. Achamos diferente, porque normalmente em outros lugares o cliente tem que pedir o modo como quer a carne e se não pede, vem do jeito que o cozinheiro achar melhor.
O hambúrguer estava bem passado, como o Kauê solicitou, e também estava suculento (talvez por causa dos tomates assados). As batatas rústicas estavam boas e com tempero na medida certa, mas poderiam ser um pouquinho mais crocantes.
O lugar é muito aconchegante: as luzes amarelas, a decoração rústica, o atendimento agradável e música ambiente no volume adequado. E claro, a comida maravilhosa!


Apesar de ser um pouco carinho, há diversas opções mais em conta. Adoramos o ambiente e pretendemos voltar lá para tomarmos um cafezinho.
Esse livro é uma das minhas aquisições durante a Feira do Livro de Porto Alegre. Confesso que essa capa me chamou mais atenção do que os outros títulos que ocupavam o mesmo balaio dos saldos de 5 reais da banca da Editora Dublinense.
Peguei-o, folhei-o e li a contracapa: era esse que eu iria levar pra casa. De quebra ainda ganhei o autógrafo do autor, que estava no estande da editora.
O livro é uma coletânea de 15 contos que possuem como tema principal o sexo.
Rodrigo Rosp escreve de certa forma engraçada, como Claudia Tajes, mas mistura desfechos mais violentos e sombrios para alguns personagens, o que me lembrou alguns contos de Rubem Fonseca. O autor recorre a trocadilhos, como podemos notar no próprio título, sendo algo que marca o tom humorístico em alguns dos textos.
Todos os contos possuem uma personagem feminina, mas nenhum conto tem uma narração feita por uma mulher. Todos os contos são a partir do ponto de vista masculino: o que eu vejo como uma falha.
O projeto gráfico do livro, assim como a capa, possui uma arte retrô, possuindo em cada abertura de um novo conto a imagem de uma pin up. A parte visual do produto é envolta em sensualidade, bem como os contos do escritor.
O livro em si é leve, uma leitura que pode ser realizada facilmente em um dia. Não é um livro inquietante, que te permite uma reflexão profunda. A Virgem que não conhecia Picasso é um livro que propõe uma leitura prazerosa e cumpre o que promete.








