Esse livro é uma das minhas aquisições durante a Feira do Livro de Porto Alegre. Confesso que essa capa me chamou mais atenção do que os outros títulos que ocupavam o mesmo balaio dos saldos de 5 reais da banca da Editora Dublinense.
Peguei-o, folhei-o e li a contracapa: era esse que eu iria levar pra casa. De quebra ainda ganhei o autógrafo do autor, que estava no estande da editora.
O livro é uma coletânea de 15 contos que possuem como tema principal o sexo.
Rodrigo Rosp escreve de certa forma engraçada, como Claudia Tajes, mas mistura desfechos mais violentos e sombrios para alguns personagens, o que me lembrou alguns contos de Rubem Fonseca. O autor recorre a trocadilhos, como podemos notar no próprio título, sendo algo que marca o tom humorístico em alguns dos textos.
Todos os contos possuem uma personagem feminina, mas nenhum conto tem uma narração feita por uma mulher. Todos os contos são a partir do ponto de vista masculino: o que eu vejo como uma falha.
O projeto gráfico do livro, assim como a capa, possui uma arte retrô, possuindo em cada abertura de um novo conto a imagem de uma pin up. A parte visual do produto é envolta em sensualidade, bem como os contos do escritor.
O livro em si é leve, uma leitura que pode ser realizada facilmente em um dia. Não é um livro inquietante, que te permite uma reflexão profunda. A Virgem que não conhecia Picasso é um livro que propõe uma leitura prazerosa e cumpre o que promete.


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